O APRENDER É MAIS IMPORTANTE DO QUE O SABER.


 O aprender é mais importante do que saber.




Devemos viver em um estado constante de aprendizado e integração.

A vida está sempre em renovação, e é a nossa mente que envelhece, passando assim a olhar o novo com olhares do envelhecimento mental.

Há um antigo sutra do budismo zen que afirma:

 “O início do universo é agora, pois todas as coisas estão sendo criadas neste exato momento. O fim do universo é agora, pois todas as coisas estão desaparecendo neste exato momento”.

Por muitos séculos, esse sutra não foi compreendido, considerado como mais um pensamento sem sentido lógico.

Os antigos mestres de zen tinham razão.

Se o universo é sempre novo, e se renova a cada instante, a capacidade de aprender está ligada à capacidade de desaprender o velho e abrir-se à percepção do novo.

Cada momento traz uma nova combinação de eventos que é única no tempo.

Mas a mente envelhecida está tão saturada com o velho, que é incapaz de enxergar  o novo.

A grande dificuldade para o estado de aprender é a acumulado presente do ego.

Sem todo esse conhecimento acumulado, sentimo-nos, frágeis e inseguros.

Essa necessidade de segurança é que mata a capacidade de aprender.

Ela impede o movimento constante inerente ao ato de aprender.

Só se pode aprender ao se fluir naturalmente com os movimentos da vida, ao se perceber as novas combinações de eventos que ocorrem a todo instante.

Fora desse movimento, estaremos todos “moldados” pelo passado e “moldando” as outras pessoas de acordo com nossos condicionamentos.

Enquanto estamos “moldando” e “sendo moldados”, a vida, em seu dinamismo, está em perpétuo movimento.

Até mesmo nossas tentativas de mudanças efetuadas no tempo falham, porque o ambiente que tentamos mudar muda por si mesmo, enquanto desenvolvemos o esforço de mudança.

Só aprenderemos as leis da mudança se fluirmos junto com a própria mudança.

Se aprendermos as lições que a mudança nos ensina.

Parece ser fácil, mas exige uma grande dose de desapego.

Desapego do próprio ego, visto que o ego é o resíduo da experiência passada que se formou no tempo.

O ego quer sempre produzir alguma mudança, mas essa mudança a partir do ego é uma projeção de si mesmo, de seu próprio condicionamento.

Por isso raramente funciona. 

E quando funciona, logo traz novos problemas que desencadeiam novas necessidades de mudança.

Esse é o mecanismo que está por trás de todas as reformas, revoluções e projetos políticos da humanidade, desde tempos imemoriais.

Mas o que mais se pode fazer, se sempre foi assim?

Talvez possa ser tentado algo novo, já que a velha fórmula nunca deu resultados. 

Esse algo novo seria olhar o movimento da vida sem nenhum padrão ligado ao passado. 

Apenas ver e entender o que está acontecendo, sem interferência de nenhum preconceito ou conclusões a priori.

No fundo, todos os conceitos são preconceitos, visto que provenientes do passado.

Antecedem ao fato presente e distorcem a sua percepção.

Aprender a aprender é examinar os fatos sem a distorção das ideias e dos conceitos a priori.


Fonte “Sociedade teosófica”.

2 comentários:

António Jesus Batalha disse...

Olá Wanessa, gostei de seu blog e desde já quero dar-lhe os parabéns, Sou Antonio Batalha portugues e gostava de lhe fazer um convite: Tenho um blog Peregrino e servo, e se desejar fazer parceria me deixava muito honrado em tê-la como minha amiga virtual, claro que vou retribuir. Obrigado e tudo de bom.

Wanessa Nunnes disse...

Ok, muito obrigado pela visita, já adcionei seus dois banners...em parcerias,,,,seja sempre muito bem vindo....
Beijos

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